(D-19) - Algumas considerações!
No inicio dos anos 90 muito se falou em Qualidade Total. Ainda hoje as empresas buscam implantar o programa Q.T. Todavia SENGE alertou para o fato de que apenas 1/3 dos gerentes, das 500 empresas pesquisadas pela Arthur D. Little, nos Estados Unidos, disseram que tal programa gerou um impacto competitivo, mas do outro lado do Atlântico, 2/3 das empresas europeias acabaram abandonando seus programas de Q.T. “por causa de sua incapacidade de produzir [principalmente deles perceberem] resultados que pudessem ser mais expressivos”, cujo impacto devem ser estudados, bem estudados, por quem sabe convencê-los dos resultados positivos.
Notadamente uma característica do vencedor não é desistir diante das dificuldades. Mas quando estamos falando de “gigantes”, sobre o momento que eles desistem de algo sem a respectiva colheita dos resultados esperado, “queimando a gordura” sem abalo, devemos guardar as devidas proporções. Seguir adiante ou retroceder, avança e recuar podem fazer parte da estratégia, mas têm que estar alinhada outros objetivos, especificamente com os nossos. Portanto alerto: Nunca abandonar uma abordagem, copiando atitude do outro sem questionar “só porque a maré não está pra peixe”.
A “organização que aprende”, aprende, à medida que a pessoa aprende e soma ao grupo suas qualidades, habilidades e competências, que de forma coletiva, a unidade, constitui outra personalidade, não prevalecem mais a excelência individual, mas agora a somatória delas, proveniente da união daqueles indivíduos que compõem forma-se assim, o conjunto que aprende juntamente. No livro de SENGE o que me chamou atenção, facilitando o entendimento, que indivíduos que possuíam coeficiente de inteligência acima de 120, quando se reunia com outros indivíduos, com o mesmo nível de inteligência, ou maior, formavam um grupo que agora não atingiam inteligência acima de 63, ou seja, a inteligência dele não se somava a do seu parceiro, na verdade atrapalhava.
Para falar e dar um exemplo bem brasileiro, já que muita coisa nas terras Verde/Amarela, termina em futebol e samba, relembro dos jogos da seleção brasileira. O time mais cotado de todas as copas, sempre foi na nossa seleção, só tem craque, sempre, desde o treinador, até os reservas. Acredito que temos um dos bancos mais caros do futebol mundial, já tivemos até Ronaldinho, quando seu passe estava valendo milhões, sem contar Pele e outros. Os melhores jogadores do mundo! Os mais valorizados. Todos os 24 entre os mais cotados. Mas quando se reuniram, o brilho que cada um possuía não foi o suficiente para ofuscar os olhos dos adversários, muito pelo contrário, favoreceu que cada um tropeçasse na estrela do outro. O brilhantismo daqueles 11 homens não favoreceu a nenhum deles. O adversário, sim, soube tirar proveito da guerra interna dos titãs. Certamente eles diziam: “não separa o time não... quanto mais juntos eles estiverem, melhor e mais fácil para derrotar, eles se encarregam de iniciar o processo, dão pouco trabalho pra gente”. Por outro lado os jogadores percebiam a dificuldade e o descompasso da unidade, não obtida antes de chegarem ao estádio da partida, o que agravava o baixo desempenho e afetava, ainda mais, o "moral da tropa". Está formado o circulo vicioso, como uma bola de neve morro abaixo, frustrando milhares de pessoas que imaginavam, justamente o contrário, a extraordinária orquestra de virtuosos, agora derrotados.
(continua...)
Nunca desista, MANTENHA A FÉ & VIVA INTENSAMENTE!
Um forte abraço,
SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE
by Gerson Sena de Castro
Personal & Professional Coaching
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Tenho encontrado na web muitos artigos, comentários, textos e resumos da obra de SENGE. Não seria por menos. Seu livro causou, como um marco, uma revolução, para aqueles que buscam por meio do desenvolvimento, pessoal e organizacional, consolidar o crescimento. Crescer dá trabalho, ser grande mais ainda. Na verdade, não há novidade na abordagem de SENGE. A inovação está na forma que ele reúne e apresenta os conceitos. Na forma que ele propõe o novo padrão para o crescimento das organizações. 

Nas últimas postagens tenho acrescentado no final de cada texto expressões do tipo: “Para vencer é preciso se valorizar, descubra como!” Não é por acaso, ou por falta do que escrever. Não! Na verdade minha intenção é instigar todo leitor, todos mesmos inclusive os estrangeiros, que é possível romper a barreiras como da mediocridade e do derrotismo, principalmente da incredulidade de si, para experimentar vitórias novas, novas conquistas, novos tempos e tempos de realizações. 
Olá! Hoje quero comentar sobre o processo de decisão. A decisão é o fechamento de um processo e deflagração de outro. Quando se decide algo concluímos o processo de escolha em conferencias de vários elementos, pelo menos é o que se espera que seja feito tanto na escolha quanto na checagem. O processo de escolha pode não ser fácil, mas é algo simples. Por possuir etapas bem demarcadas que passam pela identificação do problema, definição do resultado, levantamento das alternativas, verificação dos efeitos, escolha da melhor opção que levará ao resultado pretendido. Acaso seja suprimida alguma fase pode-se enfrentar, de forma despreparada, problemas que seriam perfeitamente previsíveis numa checagem bem feita. 
Veja que coisa
Um escritor de renome escreveu: “Eu estava dirigindo a uma distância segura do carro da frente, quando o motorista pisou no freio. Parei imediatamente, mas o carro atrás de mim estava próximo demais e bateu no meu jipe. Na verdade não houve dano algum, mas enquanto eu me afastava dali, algo a respeito daquele incidente me incomodou. Semanas depois, eu estava em uma rodovia de alta velocidade. Atrás de mim estava um enorme caminhão carregado de carros...diante de mim, havia diversos carros... e mais adiante, um ônibus escolar. O ônibus parou para deixar uma criança. Encostei e parei atrás do carro da frente e depois me lembrei da lição que aprendi com o acidente anterior. Às vezes posso parar com segurança, mas o motorista atrás de mim, não. Quando olhei pelo retrovisor, o caminhão cheio de carros estava tentando parar desesperadamente. Encostei, dando-lhe o espaço livre do tamanho de mais um carro, enquanto ele, cantando os pneus, parava: bem atrás do carro que antes estivera diante de mim. Se eu não tivesse feito isso, todos nós teríamos engavetado.”