Dando continuidade na série “Os 10 Mandamentos e as Organizações”, não estou seguindo a ordem teológica e sim a inspiração.
A divisão dos 10 Mandamentos pode variar ligeiramente de um seguimento religioso para outro, mas em síntese o conteúdo é o mesmo e alterna só sua forma de divisão.
A segunda ordenança canônica diz respeito a não fazer nenhum ídolo. O preceito no artigo está ligado ao desvio da ordenança gerativa que foi confiada ao homem no dia de sua criação - crescei, multiplicai e governai. Quando o homem cria um ídolo, ele passa a focar sua atenção na obra e dá a ela status de deus. O retrato se torna mais importante que o modelo, ou a obra que seu criador. E como o homem não pode criar um deus, ele fabrica uma mentira, uma falsidade, esta que afronta o princípio da verdade.
Parece estranho associar o Decálogo divino com as organizações humanas. Como venho desenvolvendo a ideia desde 2010, me chama atenção, se a mente Divina os idealizou, e certamente não o fez para decorar uma pedra lascada no ano 800 antes de Cristo, e “Se há mérito, é nisto que devemos pensar".
Mas onde está o problema! A idolatria leva o homem a estabelecer modelos próprios, de acordo com uma criatividade distorcida, criando um novo modelo padrão. Agora é um padrão inferior - obra - que passa a ser apregoado como novo modelo a ser seguido, generalizando um nivelamento por baixo, em vez do homem ser imitador em D’us, se torna imitador de um arremedo. É como um torniquete que asfixia a criação e multiplicação, o que incorre no alerta do sexto artigo, não matar.
Enquanto mentir é um ato controlado contra a verdade, falsificar é um ato dissimulado que contraria a verdade, por sua vez idolatria é uma afronta à integridade.
A idolatria ao dinheiro levou, em 2001, diversos executivos e auditores ao maior golpe contábil de toda história. O escândalo da Enrom, empresa americana de energia, provocou uma crise pior que a quebra da bolsa em 1929, numa América combalida pelos atentados de 11 de setembro daquele ano, foi como um quinto avião que “startou” o efeito domino contra bancos, fundos de investimento, fundo de pensão, setor imobiliário e que abalou o mercado de capitais do ocidente ao oriente.
A idolatria, que é uma falsificação, que é uma mentira, formam a tríade de verdadeiro atentado contra a paz corporativa. A idolatria é “curvar-se a imagem da irrealidade”, como se refere o rabino Nilton Bonder.
A falta de integridade na governança corporativa pode ser mais evidente nos autos cargos, mas pode chegar ao microscópico chão de fábrica, onde cada célula cria uma “vaquinha sagrada” para justificar seu desvio e resistir contra abertura ao aprendizado e inovação que a direção da empresa quer ver manifesta. Sou líder de mim mesmo, ou de meu grupinho.
Um ídolo precisa de um altar, cujo alicerce se funda em duas colunas, a ignorância de um lado e na estupidez de outro. Mas a esperança de mudança reside no “conhecimento da verdade, que traz libertação”, e na sabedoria que “faz com que o trono do rei seja estabelecido” com surgimento de riquezas e abundância de bens.
Pergunte em Nova York quanto vale, em dinheiro, praticar do princípio desta ordenança.
MANTENHA A FÉ & VIVA INTENSAMENTE!
Um forte abraço,
SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE
by Gerson Sena de Castro
Personal & Professional Coaching
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Como seria o seu discurso na noite de sua premiação em “Os Melhores do Ano”? Como pessoa dedicada, focada no trabalho é certo que chegaria lá. Agora chegou e está prestes a discursar para uma plateia ávida por te aplaudir. Você se preparou para isso, nada aconteceu por acaso. Todos querem saber: como consegui? Vão anotar a receita, crendo que podem reproduzir ao pé da letra para chegarem ao mesmo resultado. Outros vão achar que a vida foi mais justa com você e, por outro lado, mais injusta com eles. Mas não se abata diante dos chorões de leite derramado, é igual pardal, tem em todo lugar. 

Para maximizar o potencial da alegria uma pessoa tem que evitar a “síndrome de parque de diversão”[1], mal entrou num brinquedo já está pensando no próximo, assim não se desfruta de nada. Tem gente agindo generalizadamente na vida é mega ligado em mil siglas, de rede social a equipamentos, ao mesmo tempo não está ligado a ninguém, o típico: “missa de corpo presente”. Quem não tem consciência de sua presença está fadado ao fracasso. Presente – seja substantivo ou verbo – demanda uma qualidade de inter-relacionamentos pessoal. Já ouviu falar do “ganha, mas não levar...”? É quando a pessoa deixa de desfrutar do sabor da vitória depois de tanta dedicação... Tem vitória na carreira e derrota no relacionamento, é altamente frustrante. Perda de tempo, energia e recursos, nem pra quem pode, muito menos para quem não pode!
Realizar algo sem satisfação é uma tortura. É como ser enterrado vivo assistindo tudo de um caixão de cristal. Toda vez que alguém fala da angustia que sente pelo fracasso, frustração, entendo o que diz. É horrível mesmo estar fazendo o que não gosta, mas, pior ainda é não estar fazendo o que se gosta. Quando não há prazer, alegria, satisfação seja no trabalho que empreendemos esforço, ou no relacionamento sempre o resultado é frustração, desanimo e desgosto. Essa sensação facilita a perda de foco e de energia. Mas nem tudo está perdido. Duas forças podem motivar uma pessoa sair da zona de conforto, ainda que [esta] seja desagradável: uma é evitar o que se odeia, outra é mirar no que deseja muito – dor e prazer. Podemos usar a frustração como motivador para deixar a zona atual rumo àquela desejada, mas atenção se surgir medo, ele logo paralisia tudo, por isso devemos gerenciar esse sabotador com metodologia certa e determinação. 