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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

295 - 008 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 7

 


Ler, saber e entender sobre colaboração

Para entender a importância do que está sendo dito sobre colaboração, é preciso que você saiba, antes, como isso afeta sua vida. E também porque a colaboratividade é um dos pilares que também pode te ajudar muito na sua empresa.

Na Neuro-Semântica cremos na união de: esforços, conhecimento e de habilidades, para alcançarmos de forma concreta nossos sonhos e objetivos. Nunca e ninguém obteve sucesso em grandes projetos de forma desconectada, isolada ou solitária. Prova disso é a construção do maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380, que só na montagem das partes, construídas e importadas dos cinco continentes, requer 1500 profissionais das mais distintas formações.

#Colaboratividade é criar resultados práticos que podem ser mensurados, de forma a gerar satisfação e funcionalidade a todos. É potencializar muitas realizações, que seria mais difícil realizar sozinho, ou até impossíveis em algumas situações.

Como havia comentado no artigo 005, por melhor que seja o saxofonista de “O Bolero”, de Maurice Ravel, sem o apoio da #orquestra sua performance não teria o mesmo efeito.

“Havia uma pedra no meio do caminho...”

O trabalho colaborativo é um desafio considerável. Nem tudo são flores, até na primavera também temos tempestade e tufões. A abertura para colaboração pressupõe a disponibilidade para passar pelas intempéries. Sem #resiliência dos envolvidos o processo de inspiração ficará profundamente afetado, o que inibe: resultados maiores, retorno financeiro, disponibilidade e aceitação para desafios relevantes, desenvolvimento de vantagens competitivas, enfrentamento das incertezas, vitalidade até encontrar resultados criativos.

Para obter sucesso do trabalho em conjunto, é bem-vindo desenvolver um espírito de leveza e diversão, o que facilita a aprendizagem, a construção de cultura organizacional, relacionamentos de qualidade, a construção de uma equipe funcional e o trabalho integrativo, oportunidade de inspiração para o despertar de novos potenciais e produtos num ambiente criativo e promotor efetivo de resultados.

Com meu ingresso na Neuro-Semântica tenho aprendido na prática o valor do trabalho colaborativo. Desde setembro de 2017 atuo junto ao Comitê que organiza o Chapter da Meta-Coaching Fundation(MCF) aqui no Brasil. Esse trabalho é totalmente voluntário e patrocinado pela Sociedade Brasileira de Neuro Semântica - SBNS, uma instituição sem fins lucrativos, que em conjunto com outros 13 institutos internacionais formam a International Society of Neuro-Semantics (ISNS).

A missão no Chapter é promover um canal onde os profissionais que imergiram nos oito dias de formação do ACMC (Associate Certificed Meta-Coach), possam prosseguir com seu processo de aprendizado continuado. Essa tarefa que nos cabe não seria realizada sem a contribuição colaborativa de numerosos doadores, que foi materializado no blog da SBNS, onde exibiu a primeira versão desse artigo.

E mais, isso não para por aí, para que agora eu compartilhe com você uma singela colaboração, dependi de pessoas que organizassem os treinamentos da Neuro-Semântica, do dr. Michael Hall e de seus 3 livros traduzidos, entre os 60 publicados, que contou com amplos estudos de outros pesquisadores e por aí segue.

Meu plano inicial era redigir esse texto em parceria com outro expoente da Neuro-Semântica, os quais admiro muito, mas nossas agendas não contribuíram, nem por isso deixei de considerar o desafio que seria expor parte do que entendo sobre colaboratividade. Por acreditar no valor de sua atenção intencionei disponibilizar a você o que chamei de reflexão sobre o tema.

Em maio de 2022 ingressei na Associação Brasileira de Recursos Humanos, a ABRH-SP, mesmo sendo um recém-chegado, logo passei a contar com apoio e colaboração de diversas pessoas que nem me conheciam. Hoje estou aqui, compartilhando parte do que sei, como incentivo e inspiração para outros que podem muito mais do que eu.

Em parceria com Gilberto Chaves e Fulvius Guelfi também criamos a CFG Soluções Corporativas que usa da Neuro-Semântica ao facilitar a experiência de aprendizado nas áreas de autoliderança, colaboratividade e autorrealização, por acreditar que as pessoas podem ser mais felizes, realizadas e produtivas, até mesmo no ambiente de trabalho.

Hoje encerro a série de artigos COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR. Se de alguma forma te foi útil e se desejar prosseguir te espero nos próximos.

Eu acredito que as pontes são mais eficientes do que muros. Por outro lado, o líder é facilitador do seu time e sobre quanto o líder é mais avaliado pelo resultado do time do que por sua personalidade.

A liderança faz a diferença

Uma amiga me relatou que a maior empresa consultoria do mundo de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, em 2018 identificou que 78% das demissões se deram porque as pessoas se demitem de seus chefes e não dos empregos.

Nos próximos artigos quero falar sobre turnover e retenção de talentos e do substancial aumento do GAP entre expectativa e resultado sistêmico na organização. Entretanto quero deixar um alerte sobre: o quanto rotular as pessoas é um erro contra a janela de oportunidade.

Caso queira consultar os artigos anteriores temos: [1] “A Grande Renuncia”, [2] Principais razões para despertar a colaboratividade, [3] Os RHs são como “Pais ou Mães” T&D, [4] A vulnerabilidade em frações de segundos, [5] Grave fator na hora de despertar a colaboração.[6] Saber & Fazer e fazer da forma certa e na hora certa.

P.S: Quero agradecer o apoio de minhas colegas Inês Yoneyama e Liliane Lima, que atuam colaborativamente no Comitê do Blog, pelo apoio na revisão e ajustes desse texto.

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

by Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching & CFG Soluções Corporativas

 

#GersonSena #MetaCoachGersonSena #MichaelHall #MentorGersonSena

#CulturaOrganizacional #CoachingDeNegócios #GrandeRenuncia #NeuroSemântica

#rhbrasil #rh #CFGsoluções #cfgSoluçõesCorporativas #DecolarOuNaufragar

#ColaborarEficazmente #MapaDasEmpresas #treinamento&desenvolvimento

#ClimaOrganizacional #InnerSkills #potencializarResultados #orquestraColaborativa

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

294 - 007 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 6

 


Saber & Fazer e fazer da forma certa e na hora certa

No artigo anterior havia dito sobre o princípio da colaboratividade ser o ganha-ganha-ganha, também utilizado na resolução de conflitos visto que podem se beneficiar de alguma forma da cooperação. O que me fez recordar de uma experiência.

Sabedoria: prefiro aprender com erro alheio que descobri a dor de martelar os dedos

Por estar na área de treinamento e desenvolvimento me permitiu fazer uma constatação bem curiosa, que o sábio rei Shalomoh, autor do livro Misheli (Provérbios) já dizia: “Se você reprovar o escarnecedor, ele te odiará; repreende o sábio, e ele te amará; instrua-o e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em entendimento” (9:9).

Fui recomendado à uma empresa que está operando no Brasil há 5 anos, de aquisição de uma indústria de 43 anos. O principal motivo era sobre o desentendimento e espírito de rivalidade entre os 5 grupos, com 9 colaboradores cada, que se revezavam em jornadas ininterruptas ao longo do mês.

Depois que perguntei à diretora de produção do efeito de não haver nenhuma mudança no próximo quadriênio e ela me respondeu de bate-pronto “nenhuma”, fiquei certo que iria levar daquele encontro nada além da experiência. Aquela indústria embora seja a segunda maior na América Latina, tem um ótimo nome no mercado, uma bela fachada, um excelente produto, uma ótima produção, altíssima tecnologia, e nada mais, além de um mero agrupamento de pessoas em sua planta.

Qualquer um poderia me dizer: - Ah, se tem alta produtividade e baixo turnover, eles estão bem! Só que não. Foi relatado uma forte dissimulação de "tudo bem" quando estão na sala de reunião, porém ao saírem impera um comportamento de animosidade provocativa.

Meses depois, um outro consultor que soube da minha visita técnica me disse, que o caos se aproxima, pois 45% dos atuais funcionários irão se aposentar nos próximos 30 meses. Ele me confidenciou que eles 'ainda nem perceberam que não sabem ascender fogo, sequer comprar lenha ou fosforo para o gélido inverno que se aproxima'. Pensei em recomendar ao canal Discovery convidá-los para uma edição do “largados e pelados” no Himalaia.

Mas esse caso é mais comum que se parece. Pelo que percebi a expressão colaboratividade está muito longe, até da bela arte gráfica que estampava a declaração de Missão, Visão e Valores daquela organização.

O exemplo fala mais que mil palavras

Um #sistema é considerado #caótico quando apresenta sensibilidade às condições iniciais, cujas trajetórias divergem exponencialmente com pequenas mudanças de parâmetros. As condições para que um sistema apresente comportamento caótico podem ser enumeradas e descrevem o sistema que o torna não previsíveis na prática a longo prazo. A teoria do caos é um campo de estudo em matemática, com aplicações em várias disciplinas, da #física, passando por #economia e até #filosofia.

O caos distingue da desorganização, porque naquele, mesmo com pequenas variação e mudanças leves das condições iniciais, o sistema desenvolve para algo completamente diferente. A exemplo o clima e vento, bolsa de valores, paralização dos portos durante a pandemia com falta de containers de um lado do planeta e acumulo do outro.

Já a falta de ordem inicial altera todo o ambiente e qualquer possibilidade de identificar um mínimo padrão ou tendência que ocorreria durante o caos. Embora o movimento do caos não permita previsão a médio e longo prazo, ele é completamente ordenado e determinístico. O exemplo mais cotidiano é o clima. Por isso é tão difícil fazer uma previsão assertiva do tempo para o mês.

Mas a falta de ordem é mais nefasta, posto que não permite mensuração. A entropia ou “desordem” não deve ser compreendida como “bagunça” e sim como a forma de organização do sistema. Um exemplo do conceito #entropia se manifesta quando você reúne todos os alunos de uma escola num auditório. Você pode separar as classes por fileiras (ordenado), ou misturar aleatoriamente (desordenado) e repetir várias vezes de forma aleatória a mistura e assim não existirá mais a ordem inicial.

A #bagunça pode ser definida como uma falta de ordem momentânea, como a constante troca de lugares dentro do auditório. Já a desorganização (confusão, baderna, barafunda, desalinho, tumulto, anarquia, etc.) tem raízes mais profundas, como alunos circulando dentro da escola sem a divisão das classes, ou completa algazarra dentro do auditório onde ninguem sabem onde sentar-se e qual a programação que farão ali.

O que fazer para superar o problema.

Todo executivo é como o invencível general Ulisses, de Ítaca, que ordenou os “marinheiros” tapassem seus ouvidos com cera, para não ouvirem o canto das sereias que os atrairiam para às pedras. Se o comandante nunca investir em treinamentos e educação continuada, seu mais ardiloso exército será derrotado pela ilusão.

Mesmo que contrate Coaching de negócios, elabores planos e estratégias ágeis, desenvolvimento de habilidades, gerenciamento de stress, negociação, pensamento sistêmico, análises, mudanças (cargo, cultural, gerencial), levantamento de perfil e gerenciamento de projetos e pessoas pouco adiantará sem despertar e calibrar com cada departamento e seus envolvidos não só a meta SMART, mas também o real nível de engajamento deles. Nessa hora que a entra o diferencial da colaboratividade.

A sintropia, também designada entropia negativa, é o contrário de entropia, sou seja é a função que representa o grau de ordem e de previsibilidade existente num sistema. A palavra negócio, contém a ideia de negação de ócio é quem não quer ficar no ócio, entra em ação e pode concentrar seu foco na ordem, ou na bagunça, ou na desordem. É de livre escolha do líder máster.

O líder servidor pode reunir forças de forma a promover um ambiente #isotrópico. Tal tarefa não se realiza sozinha, por isso também ele se preocupa em replicar novos líderes, ensinando outras pessoas a liderar e oferecendo oportunidades para o crescimento, pois identifica e reconhece os dons alheios. Umas das características do líder servidor é semelhante à de um #maestro que usa sua batuta, como #instrumento e nunca como #arma, para buscar converter as disputas e lutas entre os músicos, e nunca enxergar seus parceiros como ameaça e sim de possibilidades.

A colaboratividade é um contínuo flexível, que conjuga diversidades, identifica oportunidades, que recepciona bem as variações de natureza, de caráter e grau de contribuição. Colaborar é crescente e embora tenha origem na competição tem seu ápice na #sintropia de todos, passando pela complacência, organização e/ou coordenação, cooperação, até chegar no compartilhamento colaborativo #sinérgico.

Inexiste colaboração sem comportamentos e diversidades, como também sem o inter-relacionamento das pessoas. Conhecer e agir respeitoso diante das diversidades e variações dos integrantes é fundamental para o surgimento de um ambiente colaborativo mais favorável evitando os litígios entre os turnos de trabalho.

O que despertaria mais a colaboratividade: ordens (comando e controle) ou orientação?

Ao avaliar a própria capacidade de relacionamento e identificar o nível de clareza de comunicação, que ora está em uso, reúna os melhores recursos para promover o alinhamento de expectativas. Uma vez que, a colaboratividade surge mais facilmente no momento que se auto assume, para então cobrar dos pares. Servindo antes, e quem sabe, ordens se tornam desnecessárias.

Caso queira consultar os artigos anteriores temos: [1] “grande renuncia”, [2] principais razões para despertar a colaboratividade, [3] os RHs são como “Pais ou Mães” T&D, [4] a vulnerabilidade em frações de segundos, [5] grave fator na hora de despertar a colaboração.

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

Não perca tempo falando com um tolo, porque ele desprezará a sua conversa inteligente. (23-9)

 

by @Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching & @CFG Soluções Corporativas

 

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#rhbrasil #rh #CFGsoluções #cfgSoluçõesCorporativas #DecolarOuNaufragar

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

293 - 006 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 5

 


Bemvindo a primeira segunda-feira de 2023 

Hoje apresento o antepenúltimo artigo sobre a série Colaboratividade a Arte de Decolar ou Naufragar.

A primeira vez que escrevi sobre o tema foi a pedido da editora do blog da Sociedade Brasileira de Neuro Semântica - SBNS. Aproveitando diversas partes daquele trabalho para editar essa série. Já falei da [1] “grande renuncia”, [2] principais razões para despertar a colaboratividade, [3] os RHs são como “Pais ou Mães” T&D, [4] a vulnerabilidade em frações de segundos, [5] grave fator na hora de despertar a colaboração.

Jogos colaborativos refletem mais vitorias do que derrotas

Paulo Roberto tipifica o líder de negócios numa organização, e busca despertar no seu time que todos entendam e possam colaborar mais como equipe. Ele sabe, assim como Emanuel que pessoas mais felizes e realizadas tem uma maior produtividade e um sentimento de propósito no que fazem. Outro ganho adicional é: um melhor relacionamento entre os membros e gerenciamento de conflitos, com maior consistência no padrão de atendimento e poder de estender a outros departamentos.

Colaboratividade é capacidade de relacionamento.

Todo maestro vê a colaboratividade como um processo dinâmico e é sobre trabalhar e lidar com outras pessoas. O objetivo de relacionar é facilitar que todos possam conseguir o que uma única pessoa não poderia fazer sozinha. Esse ambiente cria a sinergia, mesmo diante das diferenças individuais. Colaborar é sobre se conectar com pessoas e não simplesmente juntá-las.

Lembra da sensação na véspera da neurocirurgia [2]? Pois bem, o nível de entrosamento da equipe reflete diretamente no resultado esperado. Da mesma forma que ter um grupo dos melhores jogadores em campo não significa que você tem uma seleção de alto desempenho. A exemplo disso foi o célebre jogo entre Alemanha e Brasil, na copa de 2014. O inter-relacionamento nos dois times, não só se refletiu no placar, como também no resultado final de primeiro e quarto colocados naquele mundial.

Por certo o elemento financeiro foi indiferente. Basta uma breve comparação. Se você somar o valor individual dos craques brasileiros, verá um dos cinco mais caros naquele mundial. A partir desse exemplo é possível afirmar que: sem uma boa fusão de pessoas não se constrói algo que venha ocupar o patamar mais valioso. A exemplo da própria palavra colaboração, ela é mais importante que a soma de suas letras. Entretanto, foi a falta desse distinção que fez a diferença para CBF ocupar o quarto lugar naquele ano.

Clareza de comunicação e alinhamento de expectativas

Para que objetivos e benefícios sejam mútuos, é preciso uma comunicação clara que alinhe as expectativas e visões. Esta etapa é a fase que as partes pactuam um acordo que facilita surgir um time de alto desempenho colaborativo.

Um pressuposto da Neuro-Semântica para a colaboratividade é a comunicação. Esta, porém, deve ser sem distorções e ruídos, ou qualquer interferência que possa obscurecer sua compreensão. A comunicação se assemelha às coordenadas de uma navegação, sem a qual nada e ninguém chegará ao destino pretendido, por melhor que sejam a previsão meteorológica. Os membros da equipe devem estar sempre alerta no tocante a este quesito, pois a brincadeira do “telefone sem fio” pode proporcionar a experiência de óbito no centro cirúrgico ao naufrágio do barco.

Se veja na poltrona do passageiro com uma visão interna da explosão da aeronave e aos torcedores a derrota na copa do mundo, ou chegar, até mesmo, à falência da empresa.

Colaborar é assumir antes de cobrar

Dentro do espectro da colaboratividade uma condição preponderante é o autorreconhecimento das próprias habilidade, competências, dons e talentos e tudo mais que cada indivíduo possa contribuir. E justiça seja feita, até mesmo diante do reconhecimento das próprias incompetências e da necessidade de supri-las por meio de outras pessoas.

Pessoas maduras com esse olhar facilmente despertam para a consciência da real potencialidade da própria contribuição no coletivo. Tão logo identificado pelo integrante, pode-se observar quais gaps necessitam de fechamento, bem como as intervenções mais oportunas e aplicáveis naquele momento.

Observe que a colaboração não subsiste sem assertividade e protagonismo. Ao estar consciente dos seus papéis correlatos é possível verificar a dimensão da contribuição de cada integrante e assumir, tão somente, os papéis que lhe cabe sem sobrecarga.

O exemplo fala mais que mil palavras

Existe uma oportunidade extraordinária defendida na Neuro-Semântica, o estilo de liderança servidora, que é o equilíbrio entre líder e servo. Um líder servidor valoriza ideias, contribuições e regularmente busca opiniões com seus colegas de trabalho. Por conseguinte, estabelece uma cultura de confiança e respeito. Ao agir assim, ele elimina as disputas, o que favorece o processo de liderança situacional, onde cada parte assume seu papel, no contexto de maior domínio. Isso contribui para despertar o espírito de “monge” interior e dominar seu “general autoritário” com a faca nos dentes.

O surgimento desse comportamento necessita de uma significativa maturidade, uma força de ego consistente para evitar a teoria do “jogo soma zero”, apresentada pelos matemáticos John von Neumann e Oskar Morgenstern.

Em 1944, eles relataram que a teoria do “jogo soma zero” ocorre quando o ganho obtido por um participante é equivalente à perda sofrida pelo outro participante, de forma que o resultado final é sempre o mesmo. Assim, cada participante maximiza o seu resultado às custas do outro, como ocorre com o xadrez, dama e o pôquer. Diante desse espírito competitivo, é melhor que ninguem ganhe, ou que todo munda perca. Mas, que empresa sobrevive nesse padrão. Especialmente se for o pensamento de um atleta da #CBF ou #NBA em relação ao seu colega de time, “se ele fizer mais gol ou cesta que eu, meu salário cai”.

O princípio da colaboratividade é o ganha-ganha-ganha entre eu-tu-eles, também utilizado estratégia de resolução de conflitos em vista à atender todos os envolvidos. Neste contexto todos os participantes podem se beneficiar de alguma forma e de forma cooperativa

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

by Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching & CFG Soluções Corporativas

 

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

292 - 005 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 4

 


Bem-vindo ano novo! Hoje iniciamos o ano de 2023! Desejo a você 365 dias abençoados.

Pesso sua permissão para mais um ato. Dias atrás iniciei uma jornada chamada de Projeto Atitude, que consiste em escrever um texto, por mais singelo que seja, compartilhando aquilo que aprendi. Como nada acontece sozinho, tenho que agradecer as diversas contribuições dos queridos parceiros: @Ronan Gonçalves, Inês Yoneyama, Gilberto Chaves, Fulvius Guelfi, Tamires Cruz e Roberto Lico me serviram de inspiração para falar de colaboratividade.

Em uma reunião com Chaves e Guelfi verificamos que seja o executivo/dono do negócio, seja um líder de grupo e equipes o desafio de fazer com que os grupos se comportem como times de alta produtividade é muito presente. Ainda mais com funcionamento conjunto e colaborativamente é um desafio considerável.

Iniciei falando do fenômeno da “grande renuncia”, depois do espirito da colaboratividade, entendendo que todo cuidado não é pouco e tem seu valor e vale sua atenção, pois um ato pode mudar uma vida de muito valor e relato o acidente da Challenger.

Um fato novo

Nos últimos dias de dezembro, aqui na rua da minha casa ouvir os relatos de Fabiane Carvalhósa. Ao se deparar com um ótimo salário, um ótimo cargo numa renomada consultoria para hotéis de luxo, percebeu não estar vendo sentido no que fazia. Em pleno ápice da pandemia promoveu seu desligamento e entrou num ano sabático. Até ser interrompido pela insistente abordagem das antigas empresas que receberam sua acessória.

A jovem senhora Carvalhósa me reforçou os argumentos que venho utilizando nesses artigos, por meio de uma preciosa constatação: a falta de clareza na definição de objetivos a serem alcançados, o acompanhamento de indicadores e necessidades para o desenvolvimento do planejamento é um grave fator na hora de despertar a colaboração. Depois vou contar um fato que me relatou e deixo o link aqui.

Seus relatos validaram a percepção de Chaves, Guelfi e eu tivemos ao criar um programa de coaching para grupos & equipes, batizado de Persona Líder, com vistas a minimizar a falta de alinhamento entre os objetivos individuais e os da organização, que leva a falta de colaboratividade e solidariedade no grupo.

Nós percebemos que se os integrantes adquirissem esse novo comportamento, o programa estaria proporcionando a solução com o embasamento que os executivos tinham contratado.

Prova disso foram os ganhos que identificaram: Respeito e sensação de dever cumprido, tanto da liderança quanto dos colaboradores; mais colaboratividade entre as equipes, apoio dos pares. Alcance de mais e melhores resultado com menos esforço; com resultados de qualidade e crescimento da qualidade, satisfação e senso de equipe.

Desde a antiguidade, o mundo em que vivemos funciona de forma colaborativa. Quando você toma um cafezinho na padaria, não se dá conta de quanta colaboratividade existe envolvida ali. Imagine se tivesse que pagar meio centavo para cada pessoa que interveio, por mais singela que fosse, até esse néctar chegar em sua xícara. (Por ser um cafecólatra, acho pouco meio centavo, mas vamos lá!)

É extremamente relevante a capacidade como os líderes utilizam os pontos de melhoria do comportamento das pessoas e como isso alavanca para o desenvolvimento. Depois que eu descobri como as práticas da Neuro-Semântica facilitam criar um ambiente de colaboratividade funcional, especialmente a atração e retenção de talentos, compartilhei com Fabiane que me confidenciou como isso teria feito diferença no reinicio de sua jornada. Uma vez que ela sempre para o tema bem como a edificação de um clima organizacional ultrafuncional que desperte um time de alto desempenho.

A razão da Neuro-Semântica abordar sobre colaboratividade é para que você perceba o impacto que o comportamento disfuncional tem nos relacionamentos e, por consequência, na promoção de ambientes de colaboração. Eu me refiro a disfuncionalidade de não se criar um ambiente de colaboratividade.

A orquestra é o exemplo de Colaboratividade 

Co+labor+ação pode ser traduzida como: a ação do trabalho em conjunto que almeja atingir um resultado mais rico e completo para ir além do que qualquer pessoa poderia alcançar isolada. Os seres humanos são criaturas sociáveis e desde muito cedo em nossa história aprendemos a colaborar. Seria desejável que habilidade como colaborar com os outros, naturalmente estivessem arraigadas em nosso DNA. No entanto, isso não acontece assim.

Somos como um diamante bruto, que já é valioso por natureza, mas é após a sua lapidação que ele tem seu valor multiplicado. É possível identificar a extensão do trabalho do lapidador quando se olha de perto o número de facetas lapidadas na joia pronta. Imagine como foi construir uma a uma, que agora brilha esplendorosamente. Assim também é com o trabalho colaborativo. Neste caso as facetas a serem lapidadas são os comportamentos das pessoas da equipe. Esse é o papel do líder, que se junta à equipe ao criar um ambiente de colaboração.

Cada membro do time é uma faceta a ser lapidada, porém, dentro dele existem outras inúmeras facetas que também requerem polimento para serem vistas. Os ingredientes principais no desfrute dos êxitos dessa iniciativa colaborativa está na própria origem da palavra, que atende um objetivo comum. Considere outras numerosas faces da colaboração como confiança, segurança, disposição, flexibilidade, resiliência, relações, foco, distinções, abertura, etc.

Um bom exemplo é a obra sinfônica “O Bolero” (1928), de Maurice Ravel. Ali estão até 40 instrumentos em cinco categorias distintas. Os instrumentos se intercalam entre silêncio e atividade, cuja sensação de mudança é dada pelos efeitos de orquestração e dinâmica, com um crescendo progressivo e uma curta modulação em mi maior próxima ao fim, mas retorna ao dó maior original faltando apenas oito compassos do final.

Por isso, afirmo que o trabalho colaborativo está mais para uma dança entre os parceiros do que uma luta entre adversários. O baile acontece com elementos como música, ritmo, movimentos e etc. A busca pela colaboratividade, no contexto deste artigo, foca em pessoas e como elas se relacionam, sem perder de vista o potencializar os resultados desejados, pois se trata de um negócio financeiro.

Integra diversos elementos.

Adoto a Neuro-Semântica para integração e abertura a se permitir rever paradigmas, pressupostos, a mudar de nível, a aprender e a ensinar, dar e receber, considerando ingredientes como:

· Empregar inteligência, conhecimento, interesse, flexibilidade e objetivos mútuos;

· Uso da multiplicidade - acolher diferenças e variações, de forma conectiva e complementar;

· Sinergia sistêmica, porém, ecológica, com benefícios a todos os envolvidos;

· Objetivação comum e compartilhada de forma consensual e voluntária;

· Abertura e articulação para inovação, criatividade e desconstrução construtiva;

· Maturidade intelectual e emocional, flexível, para despojamento do individualismo;

· Permissão para integrar, compor o grupo e alternar papéis de forma situacional;

· Construir indicadores sólidos, usar de perspicácia para mensurar resultados, reconhecer erros e acertos, acolhê-los e celebrá-los, mantendo agilidade para implementar os ajustes, porém, consciente de que a harmonia não significa ausência de conflitos.

Estou me organizando aqui para compartilhar um pouco mais sobre a Colaboratividade e a capacidade de relacionamento e a clareza da comunicação e alinhamento de expectativas. Se for do seu interesse, amanhã te conto.

 

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

by Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching

 

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

291 - 004 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 3



No dia 31/12/2022, registrei meu agradecimento por todos os 365 dias deste brilhante calendário que vivi. Amanhã te desejo mais 365 vivencia de bênçãos, por dia.

A dimensão do verdadeiro valor de uma vida só é percebida quando frações de segundos te provam sua vulnerabilidade.

Aceitei o desafio de escrever uma série de artigos sobre colaboração. Por certo estou aberto para saber o quanto esse assunto te interessa. Meu compromisso é contribuir um pouco mais, sabendo que o maior beneficiário desse voluntariado, sou eu mesmo.

Sendo assim, vamos lá. Quando fui alertado sobre o fenômeno da “grande renuncia”, percebi as principais razões para despertar espirito da colaboratividade e atenuar, tanto o impacto econômico, quanto a perda de talentos e mão de obra. Todavia é possível observar que todo cuidado não é pouco e tem seu valor, se for implementado.

A colaboratividade pode tirar sua empresa da derrota, como também, elevar os resultados e até ser um expoente no mercado, ou gerar impactos a serem mensurados.

Quanto vale uma vida?

Conheci a senhora Micaela Taití por intermédio de uma rede mundial de profissionais de #RH. Ela me revelou que empreendeu muitos esforços na implantação de uma das mais expressivas regionais da instituição aqui no Brasil. Porém sentiu que seus parceiros não a valorizaram no momento de permitir que ela ocupasse o centro do palco, justamente na área que era mais proeminente naquela comunidade. Em respeito a senhora Micaela eu agradeci a receptividade que me foi destinada quando fui admitido por eles. Por certo eu não integraria aquele grupo se não fosse o seu trabalho desbravador no início da década, que favoreceu o surgimento de uma instituição tão representativa e solida. Senti a oportunidade de honrar quem me precedeu, mesmo sentido o seu desligamento.

Pude observar que os outros desbravadores não se atentaram à satisfação da outra membra da equipe, para criar um ambiente de trabalho mais agradável e com reconhecimento. Eles até buscaram ter uma equipe melhor preparada para as estratégias da organização. Buscaram clareza de que estavam no caminho certo para o atingimento dos objetivos e incluíram melhorar gerenciamento dos processos. Contudo, negligenciaram valores e reconhecimento aos demais membros da equipe.

Todo líder busca a satisfação de servir como canal de comunicação com funcionalidade. Geralmente se atenta para o entrosamento entre os membros da equipe, observando se estão comprometidos com os resultados.

Todavia, é árdua a tarefa em escolher, assertivamente, os #KPIs no meio de um universo de indicadores, em geral o sobrepeso vem por algum tipo de falta de compreensão ou comunicação adequada. Fica a dica. Que isso acontece, não é surpresa, mas identificar o episódio em um instituto que visa difundir os melhores recursos humanos, no campo organizacional, é um alarme ruidoso.

Uma vez que as pessoas estabelecem relações, considero a diversidade, a grandeza e a pluralidade dessas relações a oportunidade de constituem tema para as mais diversas intervenções organizacionais. É o que vale seja para um ONG seja para uma empresa ou pra #NASA.

Estudo na Neuro-Semântica como as relações e interações, que interligam pessoas a se ajudarem a trabalhar em harmonia, revelam o potencial de sucesso se ouvirmos, atentamente, nossos parceiros e isso inclui seu silencio, como foi o caso da angelical Micaela.

O efeito de uma tragédia.

Há pouco mais de 35 anos, o ônibus espacial Challenger se desintegrou numa violenta explosão, aos 73 segundos do lançamento. Todo o desastre ocorreu à vista de milhões de telespectadores e de familiares dos sete astronautas que haviam sido convidados pela NASA para acompanharem o lançamento, na área VIP no Centro Espacial Kennedy. Foi uma tragédia estrondosa, literalmente! A agência espacial norte-americana teve muita dificuldade para se recuperar, o que foi testemunhado por um brasileiro que era prestador da agência.

Infelizmente, não era algo completamente inesperado. Entre centenas de engenheiros e técnicos que trabalhavam no lançamento, pelo menos dois tinham opiniões divergentes por conta do efeito da baixa temperatura sobre os anéis de vedação do combustível sólido. Mas foram ignorados. Eles eram da empresa aeroespacial Thiokol, responsável pelos dois foguetes, gigantesco tubo de aço que pesava 100 toneladas e estava avaliado em um bilhão e 50 milhões de dólares cada. Dentro, armazenavam 500 toneladas de combustível pastoso.

Entretanto, existem comportamentos com sérias características disfuncionais que afetam diretamente a colaboratividade. Essas disfuncionalidades seriam derivadas do estilo ou forma de agir que não contribui para o surgimento de um time que promova crescimento seja qual for a área. Interferência essa que gera dispersão, distorções, ruídos, etc., que afetam até o clima organizacional, uma vez que fora instalando o caos interno de um contra o outro e todos contra todos.

O famoso ônibus espacial estava avaliado em 196 bilhões de dólares (2011), porém, nem toda cultura da NASA foi o suficiente, especialmente para promover um ambiente de colaboração em equipe, e evitar o acidente, mesmo acreditando que juntos produzem mais e melhor do que se estivessem sozinhas. Allan McDonald, o engenheiro que alertou para o risco de explosão da Challenger e seu colega Roger Boisjol, não foram levados em consideração e só assistiram o desastre.

A disfunção exponencial é facilmente evidenciada quando prejudica as relações interpessoais. Seja no caso da Micaela, seja com o engenheiro McDonald. Se você observa isso na sua empresa, verifique se há afetamento da comunicação das pessoas é necessária intervenções pontuais de exprerts, preferencialmente bem antes que ocorra a explosão da aeronave em plena troposfera.

É possível melhorar.

Nem sempre procuramos voluntariamente por trabalhos colaborativos, mas em todo tempo estamos ligados a algo que depende da nossa contribuição, mesmo que não estejamos diretamente cientes.

Nos dias atuais os RHs estão mais atentos quanto ao treinamento e desenvolvimento de pessoas (T&D), especialmente porque não basta desenvolver somente Hard Skills (habilidade técnica), que lhe garante a vaga, sendo mais relevante ter Soft Skills (habilidade comportamental) o que tem determinado sua permanência na folha de pagamento. Sendo que o mesmo nível de exigência se aplica com mais rigor aos líderes como facilitadores desse ambiente que é o Inner Skills, a habilidade de conjugar o hard+soft.

 Antes de assistir uma perde, ou contribuir com ela seja proativa e assertivo, auto avalie seu real papel e como vai falar mesmo que seus parceiro não queiram ouvir. Certificar-se de que eles entenderam o que disse, não é o mesmo que eles te ouvirem, ja que ouvir é uma coisa e entender é outra.

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

por Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching

 

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