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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

293 - 006 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 5

 


Bemvindo a primeira segunda-feira de 2023 

Hoje apresento o antepenúltimo artigo sobre a série Colaboratividade a Arte de Decolar ou Naufragar.

A primeira vez que escrevi sobre o tema foi a pedido da editora do blog da Sociedade Brasileira de Neuro Semântica - SBNS. Aproveitando diversas partes daquele trabalho para editar essa série. Já falei da [1] “grande renuncia”, [2] principais razões para despertar a colaboratividade, [3] os RHs são como “Pais ou Mães” T&D, [4] a vulnerabilidade em frações de segundos, [5] grave fator na hora de despertar a colaboração.

Jogos colaborativos refletem mais vitorias do que derrotas

Paulo Roberto tipifica o líder de negócios numa organização, e busca despertar no seu time que todos entendam e possam colaborar mais como equipe. Ele sabe, assim como Emanuel que pessoas mais felizes e realizadas tem uma maior produtividade e um sentimento de propósito no que fazem. Outro ganho adicional é: um melhor relacionamento entre os membros e gerenciamento de conflitos, com maior consistência no padrão de atendimento e poder de estender a outros departamentos.

Colaboratividade é capacidade de relacionamento.

Todo maestro vê a colaboratividade como um processo dinâmico e é sobre trabalhar e lidar com outras pessoas. O objetivo de relacionar é facilitar que todos possam conseguir o que uma única pessoa não poderia fazer sozinha. Esse ambiente cria a sinergia, mesmo diante das diferenças individuais. Colaborar é sobre se conectar com pessoas e não simplesmente juntá-las.

Lembra da sensação na véspera da neurocirurgia [2]? Pois bem, o nível de entrosamento da equipe reflete diretamente no resultado esperado. Da mesma forma que ter um grupo dos melhores jogadores em campo não significa que você tem uma seleção de alto desempenho. A exemplo disso foi o célebre jogo entre Alemanha e Brasil, na copa de 2014. O inter-relacionamento nos dois times, não só se refletiu no placar, como também no resultado final de primeiro e quarto colocados naquele mundial.

Por certo o elemento financeiro foi indiferente. Basta uma breve comparação. Se você somar o valor individual dos craques brasileiros, verá um dos cinco mais caros naquele mundial. A partir desse exemplo é possível afirmar que: sem uma boa fusão de pessoas não se constrói algo que venha ocupar o patamar mais valioso. A exemplo da própria palavra colaboração, ela é mais importante que a soma de suas letras. Entretanto, foi a falta desse distinção que fez a diferença para CBF ocupar o quarto lugar naquele ano.

Clareza de comunicação e alinhamento de expectativas

Para que objetivos e benefícios sejam mútuos, é preciso uma comunicação clara que alinhe as expectativas e visões. Esta etapa é a fase que as partes pactuam um acordo que facilita surgir um time de alto desempenho colaborativo.

Um pressuposto da Neuro-Semântica para a colaboratividade é a comunicação. Esta, porém, deve ser sem distorções e ruídos, ou qualquer interferência que possa obscurecer sua compreensão. A comunicação se assemelha às coordenadas de uma navegação, sem a qual nada e ninguém chegará ao destino pretendido, por melhor que sejam a previsão meteorológica. Os membros da equipe devem estar sempre alerta no tocante a este quesito, pois a brincadeira do “telefone sem fio” pode proporcionar a experiência de óbito no centro cirúrgico ao naufrágio do barco.

Se veja na poltrona do passageiro com uma visão interna da explosão da aeronave e aos torcedores a derrota na copa do mundo, ou chegar, até mesmo, à falência da empresa.

Colaborar é assumir antes de cobrar

Dentro do espectro da colaboratividade uma condição preponderante é o autorreconhecimento das próprias habilidade, competências, dons e talentos e tudo mais que cada indivíduo possa contribuir. E justiça seja feita, até mesmo diante do reconhecimento das próprias incompetências e da necessidade de supri-las por meio de outras pessoas.

Pessoas maduras com esse olhar facilmente despertam para a consciência da real potencialidade da própria contribuição no coletivo. Tão logo identificado pelo integrante, pode-se observar quais gaps necessitam de fechamento, bem como as intervenções mais oportunas e aplicáveis naquele momento.

Observe que a colaboração não subsiste sem assertividade e protagonismo. Ao estar consciente dos seus papéis correlatos é possível verificar a dimensão da contribuição de cada integrante e assumir, tão somente, os papéis que lhe cabe sem sobrecarga.

O exemplo fala mais que mil palavras

Existe uma oportunidade extraordinária defendida na Neuro-Semântica, o estilo de liderança servidora, que é o equilíbrio entre líder e servo. Um líder servidor valoriza ideias, contribuições e regularmente busca opiniões com seus colegas de trabalho. Por conseguinte, estabelece uma cultura de confiança e respeito. Ao agir assim, ele elimina as disputas, o que favorece o processo de liderança situacional, onde cada parte assume seu papel, no contexto de maior domínio. Isso contribui para despertar o espírito de “monge” interior e dominar seu “general autoritário” com a faca nos dentes.

O surgimento desse comportamento necessita de uma significativa maturidade, uma força de ego consistente para evitar a teoria do “jogo soma zero”, apresentada pelos matemáticos John von Neumann e Oskar Morgenstern.

Em 1944, eles relataram que a teoria do “jogo soma zero” ocorre quando o ganho obtido por um participante é equivalente à perda sofrida pelo outro participante, de forma que o resultado final é sempre o mesmo. Assim, cada participante maximiza o seu resultado às custas do outro, como ocorre com o xadrez, dama e o pôquer. Diante desse espírito competitivo, é melhor que ninguem ganhe, ou que todo munda perca. Mas, que empresa sobrevive nesse padrão. Especialmente se for o pensamento de um atleta da #CBF ou #NBA em relação ao seu colega de time, “se ele fizer mais gol ou cesta que eu, meu salário cai”.

O princípio da colaboratividade é o ganha-ganha-ganha entre eu-tu-eles, também utilizado estratégia de resolução de conflitos em vista à atender todos os envolvidos. Neste contexto todos os participantes podem se beneficiar de alguma forma e de forma cooperativa

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

by Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching & CFG Soluções Corporativas

 

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

292 - 005 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 4

 


Bem-vindo ano novo! Hoje iniciamos o ano de 2023! Desejo a você 365 dias abençoados.

Pesso sua permissão para mais um ato. Dias atrás iniciei uma jornada chamada de Projeto Atitude, que consiste em escrever um texto, por mais singelo que seja, compartilhando aquilo que aprendi. Como nada acontece sozinho, tenho que agradecer as diversas contribuições dos queridos parceiros: @Ronan Gonçalves, Inês Yoneyama, Gilberto Chaves, Fulvius Guelfi, Tamires Cruz e Roberto Lico me serviram de inspiração para falar de colaboratividade.

Em uma reunião com Chaves e Guelfi verificamos que seja o executivo/dono do negócio, seja um líder de grupo e equipes o desafio de fazer com que os grupos se comportem como times de alta produtividade é muito presente. Ainda mais com funcionamento conjunto e colaborativamente é um desafio considerável.

Iniciei falando do fenômeno da “grande renuncia”, depois do espirito da colaboratividade, entendendo que todo cuidado não é pouco e tem seu valor e vale sua atenção, pois um ato pode mudar uma vida de muito valor e relato o acidente da Challenger.

Um fato novo

Nos últimos dias de dezembro, aqui na rua da minha casa ouvir os relatos de Fabiane Carvalhósa. Ao se deparar com um ótimo salário, um ótimo cargo numa renomada consultoria para hotéis de luxo, percebeu não estar vendo sentido no que fazia. Em pleno ápice da pandemia promoveu seu desligamento e entrou num ano sabático. Até ser interrompido pela insistente abordagem das antigas empresas que receberam sua acessória.

A jovem senhora Carvalhósa me reforçou os argumentos que venho utilizando nesses artigos, por meio de uma preciosa constatação: a falta de clareza na definição de objetivos a serem alcançados, o acompanhamento de indicadores e necessidades para o desenvolvimento do planejamento é um grave fator na hora de despertar a colaboração. Depois vou contar um fato que me relatou e deixo o link aqui.

Seus relatos validaram a percepção de Chaves, Guelfi e eu tivemos ao criar um programa de coaching para grupos & equipes, batizado de Persona Líder, com vistas a minimizar a falta de alinhamento entre os objetivos individuais e os da organização, que leva a falta de colaboratividade e solidariedade no grupo.

Nós percebemos que se os integrantes adquirissem esse novo comportamento, o programa estaria proporcionando a solução com o embasamento que os executivos tinham contratado.

Prova disso foram os ganhos que identificaram: Respeito e sensação de dever cumprido, tanto da liderança quanto dos colaboradores; mais colaboratividade entre as equipes, apoio dos pares. Alcance de mais e melhores resultado com menos esforço; com resultados de qualidade e crescimento da qualidade, satisfação e senso de equipe.

Desde a antiguidade, o mundo em que vivemos funciona de forma colaborativa. Quando você toma um cafezinho na padaria, não se dá conta de quanta colaboratividade existe envolvida ali. Imagine se tivesse que pagar meio centavo para cada pessoa que interveio, por mais singela que fosse, até esse néctar chegar em sua xícara. (Por ser um cafecólatra, acho pouco meio centavo, mas vamos lá!)

É extremamente relevante a capacidade como os líderes utilizam os pontos de melhoria do comportamento das pessoas e como isso alavanca para o desenvolvimento. Depois que eu descobri como as práticas da Neuro-Semântica facilitam criar um ambiente de colaboratividade funcional, especialmente a atração e retenção de talentos, compartilhei com Fabiane que me confidenciou como isso teria feito diferença no reinicio de sua jornada. Uma vez que ela sempre para o tema bem como a edificação de um clima organizacional ultrafuncional que desperte um time de alto desempenho.

A razão da Neuro-Semântica abordar sobre colaboratividade é para que você perceba o impacto que o comportamento disfuncional tem nos relacionamentos e, por consequência, na promoção de ambientes de colaboração. Eu me refiro a disfuncionalidade de não se criar um ambiente de colaboratividade.

A orquestra é o exemplo de Colaboratividade 

Co+labor+ação pode ser traduzida como: a ação do trabalho em conjunto que almeja atingir um resultado mais rico e completo para ir além do que qualquer pessoa poderia alcançar isolada. Os seres humanos são criaturas sociáveis e desde muito cedo em nossa história aprendemos a colaborar. Seria desejável que habilidade como colaborar com os outros, naturalmente estivessem arraigadas em nosso DNA. No entanto, isso não acontece assim.

Somos como um diamante bruto, que já é valioso por natureza, mas é após a sua lapidação que ele tem seu valor multiplicado. É possível identificar a extensão do trabalho do lapidador quando se olha de perto o número de facetas lapidadas na joia pronta. Imagine como foi construir uma a uma, que agora brilha esplendorosamente. Assim também é com o trabalho colaborativo. Neste caso as facetas a serem lapidadas são os comportamentos das pessoas da equipe. Esse é o papel do líder, que se junta à equipe ao criar um ambiente de colaboração.

Cada membro do time é uma faceta a ser lapidada, porém, dentro dele existem outras inúmeras facetas que também requerem polimento para serem vistas. Os ingredientes principais no desfrute dos êxitos dessa iniciativa colaborativa está na própria origem da palavra, que atende um objetivo comum. Considere outras numerosas faces da colaboração como confiança, segurança, disposição, flexibilidade, resiliência, relações, foco, distinções, abertura, etc.

Um bom exemplo é a obra sinfônica “O Bolero” (1928), de Maurice Ravel. Ali estão até 40 instrumentos em cinco categorias distintas. Os instrumentos se intercalam entre silêncio e atividade, cuja sensação de mudança é dada pelos efeitos de orquestração e dinâmica, com um crescendo progressivo e uma curta modulação em mi maior próxima ao fim, mas retorna ao dó maior original faltando apenas oito compassos do final.

Por isso, afirmo que o trabalho colaborativo está mais para uma dança entre os parceiros do que uma luta entre adversários. O baile acontece com elementos como música, ritmo, movimentos e etc. A busca pela colaboratividade, no contexto deste artigo, foca em pessoas e como elas se relacionam, sem perder de vista o potencializar os resultados desejados, pois se trata de um negócio financeiro.

Integra diversos elementos.

Adoto a Neuro-Semântica para integração e abertura a se permitir rever paradigmas, pressupostos, a mudar de nível, a aprender e a ensinar, dar e receber, considerando ingredientes como:

· Empregar inteligência, conhecimento, interesse, flexibilidade e objetivos mútuos;

· Uso da multiplicidade - acolher diferenças e variações, de forma conectiva e complementar;

· Sinergia sistêmica, porém, ecológica, com benefícios a todos os envolvidos;

· Objetivação comum e compartilhada de forma consensual e voluntária;

· Abertura e articulação para inovação, criatividade e desconstrução construtiva;

· Maturidade intelectual e emocional, flexível, para despojamento do individualismo;

· Permissão para integrar, compor o grupo e alternar papéis de forma situacional;

· Construir indicadores sólidos, usar de perspicácia para mensurar resultados, reconhecer erros e acertos, acolhê-los e celebrá-los, mantendo agilidade para implementar os ajustes, porém, consciente de que a harmonia não significa ausência de conflitos.

Estou me organizando aqui para compartilhar um pouco mais sobre a Colaboratividade e a capacidade de relacionamento e a clareza da comunicação e alinhamento de expectativas. Se for do seu interesse, amanhã te conto.

 

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

by Gerson Sena de Castro

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

291 - 004 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 3



No dia 31/12/2022, registrei meu agradecimento por todos os 365 dias deste brilhante calendário que vivi. Amanhã te desejo mais 365 vivencia de bênçãos, por dia.

A dimensão do verdadeiro valor de uma vida só é percebida quando frações de segundos te provam sua vulnerabilidade.

Aceitei o desafio de escrever uma série de artigos sobre colaboração. Por certo estou aberto para saber o quanto esse assunto te interessa. Meu compromisso é contribuir um pouco mais, sabendo que o maior beneficiário desse voluntariado, sou eu mesmo.

Sendo assim, vamos lá. Quando fui alertado sobre o fenômeno da “grande renuncia”, percebi as principais razões para despertar espirito da colaboratividade e atenuar, tanto o impacto econômico, quanto a perda de talentos e mão de obra. Todavia é possível observar que todo cuidado não é pouco e tem seu valor, se for implementado.

A colaboratividade pode tirar sua empresa da derrota, como também, elevar os resultados e até ser um expoente no mercado, ou gerar impactos a serem mensurados.

Quanto vale uma vida?

Conheci a senhora Micaela Taití por intermédio de uma rede mundial de profissionais de #RH. Ela me revelou que empreendeu muitos esforços na implantação de uma das mais expressivas regionais da instituição aqui no Brasil. Porém sentiu que seus parceiros não a valorizaram no momento de permitir que ela ocupasse o centro do palco, justamente na área que era mais proeminente naquela comunidade. Em respeito a senhora Micaela eu agradeci a receptividade que me foi destinada quando fui admitido por eles. Por certo eu não integraria aquele grupo se não fosse o seu trabalho desbravador no início da década, que favoreceu o surgimento de uma instituição tão representativa e solida. Senti a oportunidade de honrar quem me precedeu, mesmo sentido o seu desligamento.

Pude observar que os outros desbravadores não se atentaram à satisfação da outra membra da equipe, para criar um ambiente de trabalho mais agradável e com reconhecimento. Eles até buscaram ter uma equipe melhor preparada para as estratégias da organização. Buscaram clareza de que estavam no caminho certo para o atingimento dos objetivos e incluíram melhorar gerenciamento dos processos. Contudo, negligenciaram valores e reconhecimento aos demais membros da equipe.

Todo líder busca a satisfação de servir como canal de comunicação com funcionalidade. Geralmente se atenta para o entrosamento entre os membros da equipe, observando se estão comprometidos com os resultados.

Todavia, é árdua a tarefa em escolher, assertivamente, os #KPIs no meio de um universo de indicadores, em geral o sobrepeso vem por algum tipo de falta de compreensão ou comunicação adequada. Fica a dica. Que isso acontece, não é surpresa, mas identificar o episódio em um instituto que visa difundir os melhores recursos humanos, no campo organizacional, é um alarme ruidoso.

Uma vez que as pessoas estabelecem relações, considero a diversidade, a grandeza e a pluralidade dessas relações a oportunidade de constituem tema para as mais diversas intervenções organizacionais. É o que vale seja para um ONG seja para uma empresa ou pra #NASA.

Estudo na Neuro-Semântica como as relações e interações, que interligam pessoas a se ajudarem a trabalhar em harmonia, revelam o potencial de sucesso se ouvirmos, atentamente, nossos parceiros e isso inclui seu silencio, como foi o caso da angelical Micaela.

O efeito de uma tragédia.

Há pouco mais de 35 anos, o ônibus espacial Challenger se desintegrou numa violenta explosão, aos 73 segundos do lançamento. Todo o desastre ocorreu à vista de milhões de telespectadores e de familiares dos sete astronautas que haviam sido convidados pela NASA para acompanharem o lançamento, na área VIP no Centro Espacial Kennedy. Foi uma tragédia estrondosa, literalmente! A agência espacial norte-americana teve muita dificuldade para se recuperar, o que foi testemunhado por um brasileiro que era prestador da agência.

Infelizmente, não era algo completamente inesperado. Entre centenas de engenheiros e técnicos que trabalhavam no lançamento, pelo menos dois tinham opiniões divergentes por conta do efeito da baixa temperatura sobre os anéis de vedação do combustível sólido. Mas foram ignorados. Eles eram da empresa aeroespacial Thiokol, responsável pelos dois foguetes, gigantesco tubo de aço que pesava 100 toneladas e estava avaliado em um bilhão e 50 milhões de dólares cada. Dentro, armazenavam 500 toneladas de combustível pastoso.

Entretanto, existem comportamentos com sérias características disfuncionais que afetam diretamente a colaboratividade. Essas disfuncionalidades seriam derivadas do estilo ou forma de agir que não contribui para o surgimento de um time que promova crescimento seja qual for a área. Interferência essa que gera dispersão, distorções, ruídos, etc., que afetam até o clima organizacional, uma vez que fora instalando o caos interno de um contra o outro e todos contra todos.

O famoso ônibus espacial estava avaliado em 196 bilhões de dólares (2011), porém, nem toda cultura da NASA foi o suficiente, especialmente para promover um ambiente de colaboração em equipe, e evitar o acidente, mesmo acreditando que juntos produzem mais e melhor do que se estivessem sozinhas. Allan McDonald, o engenheiro que alertou para o risco de explosão da Challenger e seu colega Roger Boisjol, não foram levados em consideração e só assistiram o desastre.

A disfunção exponencial é facilmente evidenciada quando prejudica as relações interpessoais. Seja no caso da Micaela, seja com o engenheiro McDonald. Se você observa isso na sua empresa, verifique se há afetamento da comunicação das pessoas é necessária intervenções pontuais de exprerts, preferencialmente bem antes que ocorra a explosão da aeronave em plena troposfera.

É possível melhorar.

Nem sempre procuramos voluntariamente por trabalhos colaborativos, mas em todo tempo estamos ligados a algo que depende da nossa contribuição, mesmo que não estejamos diretamente cientes.

Nos dias atuais os RHs estão mais atentos quanto ao treinamento e desenvolvimento de pessoas (T&D), especialmente porque não basta desenvolver somente Hard Skills (habilidade técnica), que lhe garante a vaga, sendo mais relevante ter Soft Skills (habilidade comportamental) o que tem determinado sua permanência na folha de pagamento. Sendo que o mesmo nível de exigência se aplica com mais rigor aos líderes como facilitadores desse ambiente que é o Inner Skills, a habilidade de conjugar o hard+soft.

 Antes de assistir uma perde, ou contribuir com ela seja proativa e assertivo, auto avalie seu real papel e como vai falar mesmo que seus parceiro não queiram ouvir. Certificar-se de que eles entenderam o que disse, não é o mesmo que eles te ouvirem, ja que ouvir é uma coisa e entender é outra.

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

por Gerson Sena de Castro

Mastery Meta-Coaching

 

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

290 - 003 – COLABORATIVIDADE A ARTE DE DECOLAR OU NAUFRAGAR – Parte 2


No artigo anterior abordei sobre as principais razões para despertar a colaboratividade e livrar sua empresa de naufragar, a exemplo do que aconteceu com projetos da Sony, Chrysler, Microsoft. Uma grande empresa até suporta uma perda de receita ou uma posição de mercado. Como foi no caso da
Sony foi não conseguiu criar sua versão do iPod/iTunes. Na Chrysler, $35 bilhões. Já a Microsoft, o desenvolvimento de um tablet viável e se antecipar ao grande sucesso da Apple. Tudo pelo simples fato de não haver colaboratividade.

Os RHs são como “Pais ou Mães” no treinamento e desenvolvimento de pessoas, sendo assim, cabe a ele saber sobre colaboração.

Se você que fez a reflexão que sobre sua colaboratividade, na parte 1, certamente, você está bem qualificado para ser provocado aqui.

Case do dia

Emanuel Brant é líder grupos & equipes e sabe da importância de motivar a equipe, entretanto, organizar os passos a serem executados para a conclusão dos objetivos tem sido um desafio que tem consumido muito de seu tempo. Brant gosta do que faz, e muito admirado por seus colegas que o apelidaram de “Tom Cruise”, ou “Missão Impossível”, sempre dedicado, alegre e acessível a qualquer colaborador. Mas isso não impediu de enfrentar os efeitos da Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout)

A síndrome é silenciosa, porém, alerta feito pelo International Stress Management Association (ISMA-BR), diz que o Brasil é o 2º país do mundo com mais casos de Burnout. Em números concretos, a doença atinge 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores, segundo levantou a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). Ou seja, 3 em cada 10 trabalhadores sofrem com tal condição, isso sem levar em conta aqueles que estão em situações de risco para desenvolver a doença…

O alarme interno vinha tocando nos últimos meses, até que um episódio o afastou em caráter de emergência. Se o “Missão Impossível” não tivesse um construído fortes relações com seus colegas, toda empresa teria sido drasticamente afetada por sua ausência. Durante sua licença e férias, profissionais de outros departamentos se desdobraram, com empenho, para facilitar seu processo de recuperação, inclusive após seu regresso.

Embora seja um caso bem pontual, é possível os líderes despertarem tal engajamento na empresa. Sendo assim, fazer um favorável alinhamento dos objetivos com todos os envolvidos em cada processo, favorecem o surgimento de: uma equipe coesa com pessoas que trabalham juntas se apoiando e se ajudando; e, facilita ter equipe altamente produtiva.

Para despertar a colaboratividade das pessoas, com quem Brant se interagia, ele buscava o melhor relacionamento entre os membros e gerenciamento de conflitos. Sempre observava as pessoas e reconhecia suas reações apropriadas, com a finalidade de implementar no comportamento trazendo uma sensação de melhor gerenciamento da equipe.

O “Tom Cruise” se assustou com seu surto. Ao retornar à lida ele afirmou, várias vezes, não ter percebido estar avançando a luz laranja de alerta, até que tudo apagou. Todavia, declarou-se muito grato pelas lições nos cursos de Neuro-Semântica, que aprendeu com Dr. L. Michael Hall. “Antes da minha experiência aprendi a treinar minha comunicação assertiva e separar pessoas de seus comportamentos. Depois do ocorrido descobri como me acolher, enfrentar meus ‘dragões’ internos e me empoderar dos melhores estados que me fortalecem. Sou ‘gloriosamente falível’ e tenho limites, que agora ficaram bem mais sinalizados a meio quilometro da borda”.

Qual a definição de “Neuro-Semântica”?

Neuro, que vem de neurologia, refere-se ao corpo, à fisiologia e estados, sejam eles mentais ou emocionais. É através da neurologia que sentimos, experimentamos e compreendemos nossos significados.

A palavra Semântica vem de significados. Nós seres humanos, somos criadores de significados, e através de nosso cérebro somos capazes de criar diversos significados. Uma vez que incorporamos, sentimos estes significados na forma de emoções que geram estados. A Neuro-Semântica explora a estrutura dos significados e como eles nos influenciam. Entendendo esses princípios é possível elevar o nosso nível de interação com as pessoas de forma ainda mais efetiva.

Que reações semânticas que experimentamos em nossas emoções, estados e habilidades refletem os melhores significados? Agora, você já se perguntou se existe uma grande lacuna entre o que você sabe e o que você faz?

O Motivo da Neuro-Semântica Falar de Colaboratividade

Imagine sua sensação ao identificar o clima, nada colaborativo, dentro do centro cirúrgico, nos momentos antecedentes a neurocirurgia de uma pessoa que você ama. Ou até um clima durante o seu procedimento com dois oftalmologistas divergindo nos procedimentos. Certamente a rivalidade, desconfiança, desrespeito e a falta de humildade afetariam até as moléculas da maçaneta das portas.

Brant relatou que aprendeu através da Neuro-Semântica que as organizações são formadas por pessoas e são as pessoas que estabelecem relações. Até porque somos seres relacionais.

Ouvi recentemente em uma palestra que pessoas representam 47% do ativo de uma empresa. Por isso eu acredito ser uma grande mentira aquela anedota de que “as empresas do futuro terão três funcionários: uma máquina, um vigia para cuidar da máquina e um cachorro para não deixar o vigia mexer da máquina”. Sem gente não há futuro, nem mesmo presente, muito menos equipe ou time de alta performance.

Pessoas mais felizes e realizadas em produzir o fazem com propósito. A insatisfação desse elemento ou a falta de propósito também é apontada como um grande fator do fenômeno da grande renuncia”, que abordei no artigo anterior.

Uma vez que as pessoas estabelecem relações, considero a diversidade, a grandeza e a pluralidade dessas relações que constituem tema para as mais diversas intervenções organizacionais.

Estudar Neuro-Semântica a respeito de relações, que interligam pessoas a se ajudarem a trabalhar em harmonia, especialmente para promover um ambiente de colaboração em equipe, geram resultados muito elevados, pois, juntas produzem mais e melhor do que se estivessem sozinhas ou separadas.

Entretanto, existem comportamentos com sérias características disfuncionais que afetam diretamente a colaboratividade. Essas disfuncionalidades seriam derivadas do estilo ou forma de agir que não contribui para o surgimento de um time, que promova crescimento nos resultados financeiros. Interferência essa que gera dispersão, distorções, ruídos, etc. que afetam até o clima organizacional, uma vez que foi instalado o caos interno de um contra o outro e todos contra todos.

Estamos falando de colaboração e sinalizo que estou aberto para saber o quanto esse assunto te interessa. Meu compromisso é preparar o próximo e contribuir um pouco mais com você.

Um forte abraço,

SACRIFÍCIOS SÃO TEMPORÁRIOS… A RECOMPENSA É PARA SEMPRE

 

by Gerson Sena de Castro

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